
A Escola de Ensino Fundamental Dom Quintino realizou, nos dias 26 e 27 de agosto, a Exposição do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID/URCA), reunindo trabalhos produzidos pelos estudantes durante a Oficina de Cianotipia. A programação aconteceu no Centro Cultural do Araripe, no Largo da RFFSA, em Crato, e reuniu estudantes, professores, familiares e visitantes.
A iniciativa foi desenvolvida pela turma do 8º Ano B, que trabalhou a temática do PIBID em parceria com estudantes do curso de Geografia da Universidade Regional do Cariri (URCA), sob a orientação do professor Marcos Allan.
A exposição apresentou os resultados da Oficina de Cianotipia, técnica de revelação fotográfica que possibilitou aos estudantes explorar a fotografia, a arte e o conhecimento do espaço vivido. A partir da técnica, os alunos registraram paisagens e elementos culturais da cidade do Crato, desenvolvendo um olhar sensível, criativo e atento para o território onde vivem.
Durante a atividade, os próprios estudantes apresentaram suas produções e compartilharam com os visitantes o processo de criação das imagens, explicando quais elementos do cotidiano, da paisagem e da cultura do Crato serviram de inspiração para cada registro.
Para o estudante Artur Feitosa, do 8º Ano B, a experiência proporcionou uma nova maneira de conhecer e representar a cidade. "Foi uma experiência muito interessante, porque aprendemos uma técnica diferente e, ao mesmo tempo, tivemos a oportunidade de observar o Crato de uma outra forma. A cianotipia fez com que a gente prestasse mais atenção nas paisagens e nos lugares que fazem parte do nosso cotidiano. Foi muito bom poder produzir o trabalho e depois apresentar para outras pessoas", destacou.
Para o coordenador pedagógico da Escola Dom Quintino, Cláudio Gregório, a experiência demonstrou a importância de aproximar os estudantes de novas linguagens e metodologias de aprendizagem. "A oficina de cianotipia proporcionou aos nossos estudantes uma experiência diferenciada de aprendizagem. Eles tiveram a oportunidade de conhecer uma técnica artística, explorar a fotografia e, ao mesmo tempo, olhar para o lugar onde vivem com mais sensibilidade. O resultado desse trabalho demonstra o potencial criativo dos nossos alunos e a importância de projetos que valorizem o protagonismo estudantil", destacou.
A diretora da Escola Dom Quintino, Otilia Pereira, ressaltou que a atividade representou uma importante experiência de integração entre escola, universidade e comunidade. "Foi uma grande satisfação apresentar à comunidade o resultado de um trabalho que envolveu nossos estudantes, professores e a universidade. Cada imagem revelou não apenas uma paisagem, mas também a forma como nossos alunos enxergam e se relacionam com a cidade. Foi uma experiência que valorizou talentos, histórias e novos olhares, mostrando que a aprendizagem pode acontecer de diferentes formas e em diferentes espaços", afirmou.
A atividade também fortaleceu a parceria entre a universidade e a escola pública, proporcionando aos estudantes experiências práticas que articularam conhecimento, cultura, território e expressão artística.
Por meio da cianotipia, os conteúdos trabalhados em sala de aula foram relacionados às experiências vivenciadas pelos estudantes e à realidade do território onde estão inseridos. A proposta contribuiu ainda para estimular a criatividade, a autonomia, a capacidade de observação e o protagonismo juvenil.
A exposição marcou mais uma iniciativa da Escola Dom Quintino voltada à construção de práticas pedagógicas diversificadas, aproximando educação, cultura, arte e conhecimento do território e permitindo que os estudantes assumissem o papel de protagonistas na produção e apresentação de seus próprios trabalhos.