
Pensando sempre no bem-estar da população, a Prefeitura do Crato, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, inicia novo método no fortalecimento das ações de combate à dengue, Zika e Chikungunya. É o método Wolbachia, tecnologia inovadora e sustentável conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), em parceria com o Ministério da Saúde, e operada pela Wolbito do Brasil.
O método utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a Wolbachia, uma bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos da natureza e que impede o desenvolvimento dos vírus das arboviroses no organismo dos insetos. Quando esses mosquitos se reproduzem, transmitem a Wolbachia para as próximas gerações. A bactéria impede que os vírus da dengue, Zika e chikungunya se desenvolvam dentro do mosquito, tornando-o com capacidade reduzida de transmitir essas doenças.
Antes da liberação dos mosquitos, a equipe da Wolbito, em parceria com a Prefeitura do Crato, realiza uma série de ações informativas e educativas em escolas, unidades de saúde, espaços públicos, associações comunitárias, e capacitação com os profissionais de saúde, entre eles, agendes de combate às endemias e agentes comunitários de saúde. Durante as visitas domiciliares, esses profissionais já vêm realizando a pulverização das informações acerca do método Wolbachia, explicando e orientando sobre os benefícios dessa tecnologia.
Após essa etapa inicial, será realizada a liberação controlada dos mosquitos com Wolbachia, seguida por monitoramento técnico e acompanhamento epidemiológico para avaliar o estabelecimento da bactéria na região e os impactos na redução das arboviroses. Dessa forma, o município passa a integrar uma estratégia inovadora de saúde pública já aplicada em diferentes cidades do Brasil e do mundo.
A tecnologia é segura, não usa produtos químicos, não altera geneticamente os mosquitos e já tem eficácia comprovada em diversos países. Em cidades como Niterói (RJ), onde o método já foi implantado, houve redução de até 89% nos casos de dengue, além de impactos positivos em Zika e chikungunya. A iniciativa é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aprovada pela Anvisa, e atualmente, está presente em 16 cidades no Brasil.