
A Escola Pedro Felício, localizada no Sítio Quebra, no Distrito de Ponta da Serra, desenvolve um importante projeto de monitoria na sala do PROINFO, aliado a ações de incentivo à leitura, fortalecendo o protagonismo estudantil e o uso das tecnologias digitais no ambiente escolar.
A iniciativa tem como objetivo, além da inclusão, a formação de alunos monitores para atuarem junto às crianças do tempo integral, contribuindo diretamente no processo de aprendizagem. Atualmente, o projeto atende cerca de 100 crianças, sendo 50 alunos do 2º ano e 50 alunos do 5º ano.
Os estudantes monitores desempenham um papel fundamental no apoio às atividades pedagógicas, auxiliando no desenvolvimento de diversas práticas educativas. A atuação vai além do uso das tecnologias, envolvendo também atividades de leitura, jogos pedagógicos, como jogos da memória, e apoio à alfabetização, promovendo uma aprendizagem mais dinâmica e colaborativa.
Entre os monitores, destaca-se o aluno Pedro Rayhonan Ribeiro Felix, com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que vem se sobressaindo pelo desenvolvimento significativo de suas habilidades. Antes bastante tímido, o estudante hoje demonstra avanços na interação social, autonomia e domínio das ferramentas tecnológicas.
De acordo com a professora Rejane Dias Siebra Rocha, responsável pela ação e pela sala do PROINFO e Sala de Leitura, o trabalho vem sendo construído de forma gradual e inclusiva. "Ensinei a ele as noções básicas computacionais. Hoje, ele já liga o computador, acessa o programa Luz do Saber, auxilia os colegas nas atividades e realiza o desligamento correto do equipamento, utilizando o mouse para solicitar o encerramento no Windows", destacou.
A experiência evidencia o potencial da tecnologia como ferramenta de inclusão e aprendizagem, além de reforçar a importância de práticas pedagógicas que valorizem as diferenças e estimulem o protagonismo dos estudantes.
O projeto segue em desenvolvimento e já apresenta resultados positivos, contribuindo para a formação de alunos mais autônomos, participativos e preparados para os desafios do mundo digital.
Por Alessandra Lacerda