Tradição, cultura e fé marcam a 18ª Romaria da Santa Cruz do Deserto

  • 18/09/2017

O prefeito Zé Ailton Brasil juntamente com seu secretariado participou neste domingo (17), da 18ª Romaria da Santa Cruz do Deserto. O evento aconteceu no Sitio Caldeirão, situado entre os distritos de Monte Alverne e Dom Quintino, e contou com a presença de centenas de fiéis, com a apresentação cultural dos tradicionais grupos de tradição cultural e com a Santa Missa celebrada pelo Bispo Diocesano de Crato, Dom Gilberto Pastana.

Inspirada na Campanha da Fraternidade, a tradicional romaria traz este ano o tema: “Cultivar e guardar a criação”, objetivando alertar a sociedade sobre a necessidade da preservação da natureza, de modo especial a fauna e flora cearense. Na ocasião foi realizado o plantio de mudas nativas com o intuito de estimular a participação dos romeiros na conservação da vegetação cearense.

De acordo com Dom Gilberto Pastana, esse ano estarão sendo discutidas ações em defesa da biodiversidade. “Esse será um momento de celebração e reflexão. Nessa eucaristia faremos um gesto concreto, plantando árvores no Caldeirão, recordando, portanto, e testemunhando essa nossa necessidade de cultivarmos a criação”, ressalta o bispo.

O secretário de cultura do Crato, Wilton Dedê ressalta a participação do poder público através da secretaria de Cultura, Segurança, Meio Ambiente e Desenvolvimento Territorial, Desenvolvimento Agrário, Administração e SAAEC, no apoio ao evento que é organizado pela Pastoral da Terra juntamente com a Caritas Diocesana e o assentamento 10 de abril.

O secretário acrescenta que está sendo organizado para a próxima sexta-feira, 22, um seminário entre Prefeitura, URCA e Geopark para discutir a criação de uma unidade de conservação, pela secretaria de Meio Ambiente, visando criar um Geositio ligado ao Geopark.

O caldeirão do beato

A comunidade do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto foi uma organização social autossustentável e religiosa, liderada pelo beato José Lourenço, fiel seguidor do Padre Cícero, que tinha como base os princípios cristãos da oração, fraternidade e trabalho coletivo. O movimento deixou um legado importante para o homem do campo, no que diz respeito a harmonia e o reconhecimento dos elementos da natureza, que lhes provia tudo que precisavam para a sua sobrevivência.

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